Dia internacional contra a corrupção

09 de dezembro de 2019 19:02

09 de dezembro  – Dia Mundial Contra a Corrupção

O Dia Internacional Contra a Corrupção remete à data em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida. 

Nos últimos anos e sobretudo nas eleições presidenciais, o tema da corrupção tem sido um dos principais priorizados pela sociedade brasileira. Episódios como a Operação Lava-Jato despertaram a atenção de cidadãs e cidadãos para o engajamento na prevenção e no combate a este mal presente em várias nações.

Mas, de forma prática, o quanto e como a corrupção afeta os mais distintos setores? A começar pela compreensão sobre o que é corrupção: ela se caracteriza como o abuso de poder confiado a alguém para obtenção de ganho privado. A mais visível é a corrupção que envolve o poder público, que é a cooptação do bem público para fins particulares.

Ou seja, em benefício de um ou uns, a sociedade é prejudicada pelos desvios gerados pela corrupção. As consequências desse abuso, priva outras pessoas de seus direitos sociais e econômicos, além de criar obstáculos ao progresso e desenvolvimento.

O combate à corrupção não é um fim em si, mas é uma luta para coibir mecanismos que aprofundam as desigualdades e reforçam os privilégios. Tem como propósito fortalecer um sistema necessário para termos uma sociedade mais justa e sustentável. E, a gravidade da corrupção se justifica pelo fato de seus impactos interferirem, na maioria das vezes, de forma simultânea em pelo menos duas de quatro dimensões fundamentais: social, ambiental, política e econômica. Outrora, em casos mais extremos, em todas elas.

No aspecto social a corrupção provoca, por exemplo, a má qualidade do serviço público ou em casos mais graves, o risco à vida. Na perspectiva política, enfraquece o sistema democrático e o estado de direito. Na temática ambiental, a degradação, a grilagem de terra e o enfraquecimento da legislação são consequências da corrupção. O cenário econômico é altamente prejudicado pelo distúrbio na ordem econômica, por exemplo no desvio de recursos. Esses são apenas alguns impactos da corrupção

Fonte: Instituto Ethos

Dia Internacional Contra a Corrupção

O dia 09 de dezembro é marcado como o Dia Internacional Contra a Corrupção, conforme estabelece a Organização das Nações Unidas (ONU). Uma das principais bandeiras dos mais de 150 Observatórios Sociais do Brasil, espalhados por 19 Estados, é de monitorar a aplicação dos recursos públicos e estimular a cidadania, a ética, a moralidade e a transparência no setor público, através de seus gestores, estimulando o combate contínuo à corrupção.

Um dos objetivos dos Observatórios Sociais é poder no futuro, através de sua atuação e do engajamento de toda a sociedade, declarar que seu município é uma “área livre de corrupção”. Mas para isso acontecer, todo e qualquer cidadão, empresário, profissional, professor, estudante, servidor público, político que valorize os princípios da cidadania e sonhe com um Brasil melhor para todos,  precisa somar-se a estes movimentos e se tornarem exemplos.

A corrupção nos empobrece, enquanto pessoas e enquanto nação, no amplo sentido da palavra. Empobrece o cidadão, que não recebe os recursos desviados para serviços básicos como saúde, educação e segurança, para benefício e enriquecimento ilícito de alguns. Empobrece a pessoa, que não respeita a fila, que tira vantagem dos menos favorecidos e esclarecidos, que mente e que não é transparente com seus atos, que pensa sempre antes no seu benefício e não estende a mão ao próximo. Empobrece a alma, que sabe quando a pessoa não foi justa, não pagou o que devia, que ofereceu propina para obter vantagens comerciais, que infringiu a lei, sabendo das chances de sair impune.

A corrupção é forte… Todo mundo já passou por uma ou outra situação que se sentiu com vontade de corromper. Os pensamentos nos traem e as idéias tendenciosas às vezes se sobrepõem ao temor das consequências. Mas que sejamos fortes. Que em momentos como estes, pensemos também com o coração. Precisamos lembrar que uma sociedade mais justa, começa por cada um de nós. Pela sua ação positiva, pela sua educação, pelo seu senso do que é certo e do que é errado… Pelo seu “exemplo”. Os tempos mudaram e hoje em dia o infrator não é mais vangloriado, nem mais taxado de esperto. Vamos lançar mais luz e cidadania sobre as novas gerações. E sempre se questione: O que eu estou fazendo hoje para melhorar a minha cidade, o meu Estado e o meu país? Eu sou voluntário e dedico algumas horas por semana para me idignar. Esse é um direito de todo cidadão. Vamos transformar essa indignação em uma atitude efetiva e direta. Fiscalize a gestão municipal, fiscalize seu representante no legislativo, fiscalize o poder publico. O dinheiro do seu imposto é que gira estas engrenagens. Vamos todos lutar por uma cidade, um Estado e uma pais com cada vez menos corrupção.

Fernando Ioris – Vice-presidente para Assuntos de Produtos e Metodologias do Observatório Social de Chapecó

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